Páginas

terça-feira, 9 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher - Elas mais presentes em trabalhos de segurança

08/03/10

Os homens que se cuidem. Hoje em dia, dizer que as mulheres possuem representantes em quase todas as profissões, não é novidade nenhuma. No entanto, a força de trabalho feminina tem atingido um novo patamar: elas estão, cada vez, mais presentes em profissões onde salvar vidas é o que está em jogo.

A capitã do Corpo de Bombeiros Ciléa Mesquita e a cabo da Polícia Militar Rosenilda Moura são exemplos de mulheres guerreiras que escolheram como profissão essa difícil missão. “Nunca tinha pensado em ser bombeiro. Queria ser médica, mas, não passei no vestibular. Escolhi fazer algo que continuasse na mesma linha. Sempre ajudando as pessoas”, conta Ciléa.

Para ela, o fato de ser mulher só contribui com o trabalho da corporação. “Nunca senti nenhum tipo de preconceito entre os outros bombeiros. Pelo contrário, é importante ter uma mulher para determinadas situações”. A capitã diz que nunca deixa a vaidade de lado e procura andar sempre com as unhas feitas, o cabelo arrumado e um batom no bolso. “Aqui na corporação é tudo com moderação, mas dá para se manter arrumada e não perder a essência feminina”.

Ciléa também conta que assim que entrou na corporação, sentiu dificuldade para conciliar a família com o trabalho. “É um ritmo intenso. Trabalhamos final de semana e por escala nos feriados. Foi difícil me acostumar”.

Hoje, com um filho de quatro anos para cuidar, a capitã garante que já aprendeu a controlar a situação. “Aprendi que a carreira que eu escolhi requer muita dedicação e empenho. Hoje consigo separar as coisas. Vou para a rua, faço meu trabalho e depois volto para casa e cuido da minha família”.

A PM Rosenilda também teve que aprender a “ajustar” sua vida familiar com a carreira. Para ela, as coisas foram fáceis. Seus filhos admiram a profissão que a mãe escolheu e a veem como uma heroína. “Eles gostam do que eu faço e vivem elogiando meu trabalho. Isso me faz muito bem”.

A cabo diz ainda que recomenda a carreira de PM para outras mulheres. “Encontrei na Polícia Militar uma segunda família. Fui muito bem recebida e muito respeitada. Além de tudo, é um emprego gratificante, zelar pela segurança da população”.

Formada há 21 anos, Maristela Barcellar, não é bombeiro nem policial. Ela escolheu uma profissão comum entre muitas mulheres: a medicina. Ela que também trabalha salvando vidas, enfrenta uma jornada pesada de trabalho e ainda tem que arranjar um “tempinho” para cuidar dos seus quatro filhos. A rotina da médica é intensa.

Todos os dias, ela acorda às 4h30 da madrugada, vai para academia, leva os filhos para escola e às 8h começa a trabalhar. Só que Maristela não tem um único emprego, mas seis! “Saio de um consultório e vou para outro. Tenho pouco tempo para almoçar e menos ainda para me cuidar. Mesmo assim, não deixo nunca a família de lado”.


Fonte: Diário do Pará

Nenhum comentário:

Postar um comentário