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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PIB cresce 0,5% no terceiro trimestre, diz IBGE

Em relação ao mesmo período do ano passado, a variação foi de 6,7%
Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro | 09/12/2010 09:01

Compartilhar: Tweet Facebook Apesar do desaquecimento da produção industrial, o consumo acelerado resultou em um crescimento econômico de 0,5% no terceiro trimestre em comparação com o segundo. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a base comparativa ainda refletia sequelas da crise econômica internacional, o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) alcançou 6,7%. No segundo trimestre, o PIB avançou 1,2% em relação ao primeiro. No acumulado no ano, a economia acumula crescimento de 8,4%.


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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga neste momento as Contas Nacionais Trimestrais, que revelam o desempenho do conjunto de riquezas produzidas no País. O PIB somou R$ 937,216 bilhões entre julho e setembro, impulsionado pelos investimentos e pelo consumo das famílias. Entre os setores produtivos, o maior avanço partiu dos serviços.

A demanda das famílias avançou 1,6%, enquanto os investimentos cresceram 3,9% no terceiro trimestre. Os gastos do governo, segundo o IBGE, ficaram estagnados, sem crescimento no período.

A desaceleração da economia brasileira já era esperada por analistas, com base nos indicadores previamente divulgados de indústria e agropecuária. De fato, o IBGE confirmou nesta quinta-feira a retração nestes setores. O PIB industrial recuou 1,3%, e a agropecuária, 1,5% no mesmo período. Já os serviços, responsáveis por 68% do PIB, avançaram 1%, impedindo uma retração do Produto.

O PIB é cálculado sob duas óticas: da oferta e da demanda. Pelo lado de quem compra, o PIB é formado pelo consumo das famílias, por gastos do governo e pelos investimentos das empresas, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo. Nesta conta acrescenta-se as exportações e as importações são descontadas. A compra de bens e serviços no exterior, portanto, pesa negativamente no cálculo do PIB.

Já pela ótica de quem vende, o PIB é composto pelos setores da indústria, agropecuária e de serviços. O setor responde pela maior parcela do que é ofertado no País.

O Banco Central, por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-BR), estimou um avanço de 0,35% do PIB entre julho e setembro e o trimestre anterior. Já o Itaú Unibanco projetou alta de 0,2% do PIB no mesmo período, como reflexo de ajustes no setor industrial.

fonte: IG

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