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sexta-feira, 13 de julho de 2012

COI pressiona Brasil por aeroportos

O Estado de S.Paulo 13 de julho de 2012 | 3h 08 COI pressiona Brasil por aeroportos Entidade olímpica se une à Fifa para exigir infraestrutura de transporte para os dois eventos esportivos no País JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fifa se unem para pressionar as autoridades brasileiras para que promovam melhorias urgentes nos aeroportos do País, para garantir que torcedores possam chegar aos eventos esportivos no País, Copa do Mundo, em 2014, e Olimpíada do Rio, em 2016, sem atropelos. O presidente do COI, Jacques Rogge, deixa claro que, assim que os Jogos de Londres estiverem concluídos, vai focar suas atenções em garantir que a infraestrutura de transporte seja garantida para a Olimpíadas do Rio, em 2016. Afirmou que cobrará as autoridades brasileiras. Em entrevista realizada ontem com alguns dos principais jornais da Europa, Estados Unidos, Ásia e Brasil, Rogge insistiu que a prioridade do governo brasileiro terá de ser a de concluir as obras para os aeroportos do Rio e das cidades que receberão os jogos do torneio de futebol da Olimpíada. Para o belga, seria ainda cedo para tirar conclusões de eventuais erros que o Rio não poderia repetir m termos de falhas de Londres. Mas aposta em uma transferência da experiência entre as duas cidades e garante que nem mesmo a troca de comando na direção dos Jogos de 2016 seria um obstáculo. O que Rogge não deixa de alertar é para a situação dos aeroportos brasileiros, principalmente no Rio, e nas cidades que receberão o torneio olímpico de futebol. "Já deixamos claro às autoridades brasileiras que os aeroportos precisam ser melhorados", disse. "Isso deve ser uma prioridade", insistiu. Segundo ele, tanto o COI quanto a Fifa tem se unido em fazer o mesmo lobby. Em ambas organizações, dirigentes sabem que o transporte aéreo será fundamental para a boa organização tanto da Copa em dois anos quanto dos Jogos em 2016. Londres. Sobre a Olipíada deste ano, Jacques Rogge ressaltou o fato de ser o primeiro evento em mais de cem anos em que todas as delegações terão atletas femininas. Ontem, o COI e o governo da Arábia Saudita chegaram a um acordo para que as duas primeiras mulheres do país possam competir em uma Olimpíada. As representantes serão a judoca Wodjan Ali Seraj Abdulrahim Shahrkhani e Sarah Attar, nos 800 metros. Com isso, todas as 204 confederações nacionais terão equipes femininas e masculinas, pela primeira vez. O Catar ainda concordou em ter uma mulher levando a bandeira do país na abertura do evento. "São símbolos muito fortes", declarou Rogge. Os Jogos serão ainda os primeiros em que mulheres poderão competir em todas as 26 modalidades. Algumas delegações, como a da Rússia e dos Estados Unidos, terão mais mulheres que homens. No caso da Turquia, 60% dos atletas são mulheres. "Estamos muito satisfeitos." O COI ainda aponta na mídia social para dar um novo impulso à popularidade dos Jogos e atingir principalmente os jovens. Mas vai estabelecer um código de conduta para atletas que queiram usar Twitter e Facebook durante o evento. Segundo Rogge, a regra é de que não se pode criticar adversários e nem publicar informações sobre a intimidade da Vila Olímpica. "A Vila é como uma grande casa", comentou.

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