Publicado em 21/06/2011 por imprensa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou nesta terça-feira (21) o prêmio World Food Prize de 2011, que condecora as principais personalidades no combate à miséria no mundo. Além de Lula, o ex-presidente de Gana, John Agyekum Kufuor, também ganhou o prêmio por suas criações de políticas públicas que aliviaram a fome e a pobreza em suas gestões. O prêmio veio no momento em que o Brasil faz campanha pela eleição de José Graziano para o comando da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá em 13 de outubro em Iowa (EUA). O World Food Prize existe desde 1986 e premia personalidades que tiveram contribuições significativas para o fim da fome. No comunicado, a World Food Prize Foundation diz que Gana e Brasil devem ir além das metas do Milênio da ONU, que estabelece a redução da pobreza pela metade até 2015. Lula e Kufuor são elogiados pela liderança e por criarem um modelo de combate à miséria que serve de exemplo para todas as nações. O ex-presidente brasileiro ainda é destacado por colocar 10 ministérios de sua administração trabalhando para a expansão do Fome Zero. “O Fome Zero se transformou rapidamente em um dos mais bem-sucedidos programas de segurança nutricional e alimentação no mundo através de sua ampla rede de programas”, afirma o documento. “Eu estou emocionado de saber que o Brasil foi escolhido como um país que conseguiu boas políticas na área da agricultura e combate à fome. O Brasil tem muito a mostrar na área de segurança alimentar. E nós queremos compartilhar nossa experiência com outros países, especialmente da África e os países mais pobres da América Latina – tanto nosso conhecimento técnico, quanto do ponto de vista da produtividade e distribuição de alimentos”, disse Lula, segundo nota distribuída por sua assessoria. No domingo, Lula publicou um artigo no jornal inglês The Guardian defendendo a candidatura de Graziano. Ele foi ministro da Segurança Alimentar e do Combate à Fome durante seu governo. A sucessão na entidade só será definida em congresso, que começa dia 25 de junho, em Roma. (publicado no site da revista Época, com Agência Estado)
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