Prezados companheiros do SETORIAL.
Venho já a algum tempo, enviando aos companheiros uma série de textos sobre o setor aéreo, e por vezes fazendo uma avaliação bastante crítica da politica de nosso governo para o setor, com ações que reputo como desastrosas, até pelo fato de que nosso governo, não tem efetivamente uma politica para o setor. Desde o chamado CAOS AÉREO, o governo tem sido pautado por ações corrosivas da oposição com a ajuda da mídia conservadora, o tal caos que começou com um movimento dos Controladores de Vôo(militares) por melhores condições de trabalho e salários(situação que nós do setor já conhecíamos à muito tempo, e que certamente não se criou em nosso governo), CAOS este que evoluiu,para dois importantes acidentes aéreos, e para uma falsa polêmica sobre as pretensas deficiências da infraestrutura aerorportuária do País, pois apesar dos agouros dos arautos do Apocalipse da direita e da mídia conservadora, pois quem entende um mínimo do setor sabe que nossa infraestrutura aeroportuária está no mesmo nível que a dos países do chamado 1º mundo, o que não quer dizer que não tenhamos problemas. Para comprovar isto costumo fazer uma comparação com as infraestruturas dos outros modais de transportes: O Rodoviário que foi incentivado na ditadura militar, sua infraestrutura foi sucateada logo após, assim como as INFRAS dos modais ferroviário e marítimo(já fomos o segundo construtor de navios do mundo), sucateamento que foi completo com o advento da praga neoliberal que se abateu sobre o País a partir dos anos 80, chegando a quase terra arrasada até o inicio de nosso 1º governo em 2003, o que justifica os imensos esforços que tem feito nosso governo para a recuperação destes setores, o que até temos conseguido com milagrosa eficiência, naquele, aí sim mar caótico, a única infraestrutura que se manteve razoavelmente preservada(e temos que admitir, apesar de nossas diferenças ideológicas, muito pelo nacionalismo dos milicos da Aeronáutica, que sempre mandaram no setor, que aliás continuam mandando) , e que em nosso governo teve um avanço significativo.
A parte de meus gritos solitários, chamo a atenção dos companheiros, para recente evento realizado pela FENTAC, federação dos trabalhadores do setor, que produziu um excelente debate sobre a aviação civil(com a participação inclusive de representações de empresários do setor), participaram como convidados alguns companheiros da coordenação de nosso setorial, resultando na produção de um documento, que salvo engano ainda está sendo debatido pela nossa coordenação, o que alerto deva ser agilizado, visto que tal documento serviria como base não só para dar suporte ao posicionamento do Partido e ações de nossos parlamentares, como principalmente ao enfrentamento que teremos no próximo ano eleitoral.
Os nossos parlamentares, tem um desconhecimento histórico sobre o setor, além da questão eleitoral, temos alguns eventos acontecendo no momento, e que seria muito importante que esta informação circulasse, como a discussão que esta sendo feita em comissão especial no Congresso sobre o CBA-Código Brasileiro de Aeronáutica, que é basilar para o setor, e outros eventos como audiências públicas que se realizam em variadas comissões naquela casa, onde a direita deita e rola.
Embora concorde basicamente com o texto produzido pelo companheiro VALENTE, muito mais há que se debater sobre o setor(modal), e seus diversos segmentos, por exemplo sobre a polêmica da Privatização dos aeroportos, muitos já o são pelo país afora, pequenos e médios,; e com as mesmas dificuldades dos pequenos e médios da INFRAERO, porque não nos perguntamos o motivo de que entre os 68 aeroportos administrados pela INFRAERO, somente 10 ou 12 são superavitários, os demais são absolutamente deficitários(sustentados pelos subsídios cruzados dos grandes ou por aportes do governo), seria ineficiência certamente diriam os privativistas neoliberais, mas para os que tiverem paciência para deter-se sobre os detalhes vamos verificar que em 1º lugar é necessária uma revisão total do Marco Regulatório de todo o setor(criamos em nosso governo uma Agência sem rever o Marco, e o que temos hoje é uma verdadeira babel regulatória), e em seu bojo rever o Marco Tarifário, o que acontece hoje é que a grande aviação comercial, que opera nos maiores aeroportos do País e no exterior, banca com suas altas tarifas todo o sistema e até parte da aviação militar. O Marco está parado nas décadas de 60/70, onde onde uma aeronave executiva, táxi-aéreo, era uma avioneta monomotor à hélice para no máximo quatro passageiros, hoje a realidade com o avanço tecnológico são grandes aeronaves a jato puro com valores de vários milhões de dólares, com altas performances operacionais(e que por isto exigem infraestrutura similar a aviação comercial)e que basicamente não pagam tarifas nos aeroportos, acrescidos hoje dos helicópteros, também de alta performance e valores que operam táxi-aéreo e executiva, também com tarifas extremamente reduzidas ou inexistentes. Para exemplificar, hoje é mais barato vc. pernoitar o se jato EMBRAER LEGACY no Aeroporto de JACARÉPAGUA, do que pagar um pernoite de seu carro no estacionamento do BARRA SHOPING em frente.
Bem companheiros, poderia ficar aqui desfiando vários temas que ainda carecem de debates, e certamente produziríamos um tratado, mas para não cançalos mais do que já fiz, paro por aqui, sem antes me colocar a disposição de todos os companheiros que tenham interesse em debater o tema.
EM TEMPO - recentemente, foi noticiado pela mídia que os Controladores Militares, citados acima foram condenados por um tribunal militar por MOTIM, espero que pelo menos em nosso governo, não os mandem para o PELOTÃO DE FUZILAMENTO(um sargento controlador de voo ganha o mesmo que o sargento que toca na banda(nada contra estes) e ainda tem que dar serviço no quartel após o extressante controle de aeronaves. Precisamos decidir urgentemente, se queremos mesmo ter aviação civil, CIVIL MESMO.
Um forte abraço a todos e saudações PeTistas.
PEDRO AZAMBUJA
Militante do Setorial Nacional de Transportes do PT
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