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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Repressão de golpista Micheletti assassina presidente de sindicato

Escrito por Hora dio Povo
20/10/2009


Funeral do líder dos trabalhadores do Instituto de Formação Profissional, tornou-se ato contra a ditadura. Sanchez foi atingido por uma bala ao participar de protesto pela recondução de Zelaya

A Frente da Resistência contra o Golpe de Estado sepultou na segunda-feira, dia 19, com um massivo ato contra a ditadura golpista ao presidente do Sindicato de Trabalhadores do Instituto de Formação Profissional, Jairo Sánchez, ferido pelas forças policiais no dia 23 de setembro, numa manifestação frente a embaixada do Brasil, onde está hospedado o presidente Zelaya.

Sánchez, que também era professor universitário, sofreu um impacto de bala na cabeça por parte dos organismos repressores, quando participava de uma manifestação na avenida Morazán para respaldar o presidente Manuel Zelaya, tendo sido internado no hospital próximo minutos depois do atentado, do qual não pode se recuperar.

"Os trabalhadores são as principais vítimas do golpe de Estado que derrubou o Presidente hondurenho, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho passado. Os sindicatos se mobilizaram para exigir o retorno da democracia, mas muitos ativistas perderam a vida, foram presos e torturados. Eles, porém, estão muito enganados se pensam que as balas detêm um povo que luta pela sua liberdade", denunciou Erasto Reyes, da Associação dos Advogados, um dos líderes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.

O dirigente da Frente, Juan Barahona, informou, na despedida de Sánchez, que o professor Eliseo Hernandez também havia sido assassinado nas primeiras horas da manhã de segunda-feira. Hernández era candidato a prefeito pelo Partido Liberal no município de Macuelizo no departamento de Santa Bárbara.

O corpo do professor Hernández, apresentava vários impactos de bala. No momento de seu assassinato estava a caminho da escola para dar aulas, rechaçando a medida imposta pela ditadura de Micheletti de finalizar o ano escolar para evitar novas mobilizações de estudantes e professores.

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