Erasto Reyes (Honduras):
Escrito por CSI EnLinea
16/10/2009
Os trabalhadores são as principais vítimas do golpe que derrubou o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, em 28 de Junho. Os sindicatos se mobilizam para exigir o retorno da democracia, mas muitos, muitos ativistas perderam suas vidas, foram presos e torturados. O governo de fato controla a imprensa.
Erasto Robinson, um advogado envolvido com o movimento sindical e um líder da Frente Nacional de Resistência contra o golpe, expõe os abusos cometidos. Ele faz apelos à solidariedade sindical internacional. "No geral, a repressão contra os opositores do golpe já matou mais de 20 pessoas". Outras 500 ficaram feridas e 3.000 foram detidas. Entre os mortos incluem-se 12 ativistas sindicais. Alguns foram mortos em sua casa, outros em movimentos de protesto contra o golpe. Mulheres e jovens estão particularmente envolvidos na resistência pacífica para o golpe.
Os casos de tortura física e psicológica são numerosos. Um fotógrafo do jornal El Libertador, Delmer Membreno, foi levado e torturado. Uma sindicalista docente foi estuprada por quatro policiais. Eu poderia citar muitos outros casos, como o de Agustina López Flores, integrante do Conselho Cívico de Organizações dos Povos Indígenas de Honduras, que foi espancada pela polícia, mesmo em público diante da mídia. As imagens do espancamento foram gravadas e submetidas a um juiz, mas ele se recusou a levá-las em conta. Ela permanece na prisão sob a acusação de "sedição e terrorismo". "Dezenas de hondurenhos foram presos por esses encargos, inclusive idosos."
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