O Estado de S.Paulo
Privatização pela metade
19 de dezembro de 2011 | 3h 05
O Estado de S.Paulo
As peripécias do processo dos leilões de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília continuam a causar estupor no mercado. O Tribunal de Contas da União (TCU) examinou a minuta do edital, elaborada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e mais que dobrou o valor mínimo total dos terminais de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que passou de R$ 2,9 bilhões para R$ 6,3 bilhões, sob a justificativa de que houve superestimativa de 25% dos investimentos necessários. Dadas as condições em que se encontram esses aeroportos, a alteração é surpreendente.
Mas, ao publicar o edital fixando as condições para os leilões - marcados para o dia 6 de fevereiro -, o governo concordou com as avaliações do TCU. Embora o valor mínimo total das outorgas, de R$ 5,48 bilhões, seja 13,2% menor do que o determinado pelo TCU, é 89,7% maior do que constava na versão inicial do edital.
O TCU afirmou que a revisão do preço para outorga não vai significar tarifas maiores para os usuários, o que só o futuro dirá. Além disso, o Tribunal pressupõe que, com os lances iniciais mais elevados, a Infraero terá mais recursos para investir em aeroportos sob sua administração. Mas o órgão considerou - muito acertadamente, aliás - que a participação de até 49% da Infraero nas concessionárias que administrarão os três aeroportos é um risco para a concessão e recomendou que a Anac retirasse essa obrigatoriedade dos editais. Mas isso não foi feito.
O pior foi ter o governo, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República e da Secretaria da Aviação Civil, negociado com o Sindicato Nacional de Aeroportuários (Sina) um verdadeiro trem da alegria para os funcionários da Infraero que migrarem para as concessionárias. A demonstração de fraqueza do governo diante de interesses corporativos diz muito mal de sua capacidade de gestão.
Pelo acordo entre o governo e o Sina, será estruturado um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que simulará a dispensa desses funcionários, dando o direito a cada um de 1,2 salário por ano de serviço até o limite de R$ 180 mil. Programas como este foram adotados em desestatizações para valer, mas, no caso dos integrantes do quadro da Infraero, eles terão, no "novo emprego", direito à estabilidade até 2018. E os aposentados da estatal nos últimos cinco anos também serão premiados por esse estrambótico PDV, com dois salários por ano de trabalho.
Quer dizer, o Sina trata a Infraero como se fosse de propriedade de seus funcionários e ainda ameaça impedir os leilões. O governo fez concessões absurdas depois de cinco meses de negociações com o sindicato, mas não obteve nem uma promessa sequer em troca. "Não aceitamos a concessão de jeito nenhum", disse o presidente do Sina, Francisco Lemos, como noticiou o jornal Valor (8/12). "Agora, vamos partir para ações políticas e jurídicas (...). A gente vai para a Justiça e quer que esse debate vá para o Congresso Nacional, mas a gente tem que ter a responsabilidade de garantir o mínimo dentro do pior cenário."
O pior cenário, para Lemos, é uma maravilha para a Infraero, que permanecerá como poderosa sócia, podendo dar voz de comando nas futuras concessionárias. Do jeito que as coisas caminham, essa "privatização" pode comprometer a eficiência dos serviços aeroportuários e "dar errado", como vaticinou Tony Tyler, presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). Tyler observou que incluir a Infraero como sócia das empresas que administrarão os maiores aeroportos brasileiros é o mesmo que "colocar uma raposa tomando conta das galinhas".
Estas são questões cruciais que precisariam ter sido resolvidas previamente para afastar riscos ao processo de outorga e, sobretudo, à eficiência da nova gestão dos três aeroportos. A concessão foi determinada pela presidente Dilma Rousseff como forma de apressar os investimentos no setor, que o governo não tem condições de realizar. Mas a experiência demonstra que privatização pela metade é como uma porta meio aberta e meio trancada. Não funciona.
sobe
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O Estado de S.Paulo
Para fugir do caos aéreo, paulistanos pagam até pacote de férias com jatinho
Já temendo a confusão de fim de ano nos aeroportos, turistas chegam a desembolsar mais de R$ 30 mil para viajar de avião particular alugado
17 de dezembro de 2011 | 18h 34
Nataly Costa, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Quando chegam as férias de fim de ano, quem planeja uma viagem sempre leva em conta a situação dos aeroportos, geralmente caótica nesta época. Voos cancelados, atrasos na decolagem e no pouso, extravio de malas, ameaça de greve de aeroviários. Para quem pode pagar mais para evitar essa chateação, uma viagem de férias sem filas de check-in ou tumulto na esteira de bagagem é possível. Hotéis e empresas de aviação executiva já estão vendendo um novo tipo de pacote: nele, a parte aérea é feita de jatinho.
Funciona assim: por um valor fixo, o cliente embarca em um hangar no Aeroporto de Congonhas - sem passar pelo saguão - e desembarca já dentro do hotel, em uma pista de pouso exclusiva. As malas seguem direto para o quarto, a diária tem café da manhã e jantar inclusos e, na volta, o jatinho está lá esperando no horário combinado. A exclusividade se reflete no preço: um fim de semana não sai por menos de R$ 30 mil por casal.
Um pacote oferecido pela Global Aviation, por exemplo, saindo de São Paulo e pousando dentro do resort Kiaroa, na Península de Maraú, na Bahia, custa exatos R$ 34 mil. A mesma viagem em avião comercial sairia pelo menos 70% mais em conta.
“Mas tem a facilidade, o conforto e a certeza de que vou e volto sem atrasos, cancelamentos e overbooking”, diz um executivo que viajou há algumas semanas com a mulher em um pacote com jatinho para a Bahia. “Viajo bastante de avião comercial, mas os voos estão em nível inaceitável, tanto em segurança quanto em atendimento ao passageiro. Os aeroportos brasileiros são de quinta categoria”, acrescenta.
Um fim de semana no Club Med de Itaparica, outra praia paradisíaca na Bahia, sai pelo mesmo valor - o hóspede desce na pista de pouso do hotel e recebe as chaves do quarto, enquanto as malas seguem em uma van. Nada de empurrar carrinho de bagagem nem entrar em fila de táxi de aeroporto.
“A procura para o fim de ano está enorme, especialmente por famílias. Os hóspedes já preenchem a ficha de entrada no hotel dentro do avião, não se preocupam com nada”, diz o diretor comercial da rede Club Med, Jefferson Munhoz.
Modelo americano. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV-SP), William José Périco, esse tipo de pacote diferenciado ainda vai virar tendência no Brasil. “Nos Estados Unidos já é comum para curtas distâncias. Tem tudo para pegar aqui também.”
sobe
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Folha de São Paulo
São Paulo, segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Azul oferecerá TV nos aviões em fevereiro
Jatos terão monitor individual exibindo programas via satélite sem custo adicional
MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
Três anos depois do início de suas operações, a Azul Linhas Aéreas está em processo de homologação de uma antena que permitirá aos passageiros assistir televisão dentro do avião.
Segundo o vice-presidente de operações Miguel Dau, o serviço será gratuito e deve entrar em operação em fevereiro. "Serão 36 canais, ninguém mais vai perder a novela", diz Dau.
Esse serviço de TV já é oferecido pela Jetblue, empresa fundada por David Neeleman nos EUA. O empresário, que também fundou a Azul, prometeu lançar o serviço quando a companhia começou a operar no país.
Problemas técnicos atrasaram a entrada do serviço em operação. Foi preciso desenvolver uma nova antena, mais compacta, para que as aeronaves voando sobre o Brasil pudessem captar sinais de TV via satélite.
"A antena já está pronta", disse Dau. "Na semana passada, um dos nossos aviões Embraer voou para Orlando para fazer os testes de certificação na FAA [autoridade aeronáutica dos EUA]."
Com o aval da FAA, o equipamento terá de ser certificado também pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas não serão necessários mais testes porque existe um convênio entre os dois órgãos.
As antenas serão instaladas nos 38 jatos Embraer da Azul ao longo de janeiro. Todos os aviões terão monitores individuais, de 16x9 polegadas. Os demais jatos da frota da Azul, 11 turboélices ATRs, não terão o equipamento.
Com base operacional em Campinas, a Azul voa para 42 destinos no país e detém quase 10% do mercado doméstico nacional.
DIVERSÃO EM VOO
TAM e Gol também entraram na era do entretenimento de bordo de alta tecnologia, mas cada uma optou por um caminho distinto.
A TAM oferece telefonia celular. O serviço já está disponível em 18 aviões da companhia, mas o consumidor paga "roaming" para a operadora como se estivesse no exterior. Até meados de 2012, o serviço será oferecido também em voos internacionais.
A Gol optou por oferecer um pacote de conteúdo que pode ser acessado gratuitamente do equipamento do próprio passageiro (notebook, tablet ou celular), desde que tenha conexão Wi-Fi. O serviço não dá acesso à internet. O conteúdo é gravado, mas é atualizado pelo menos uma vez ao dia. É possível ver programas e seriados de TV, jogar videogames, ouvir música e ler artigos de jornais e revistas selecionados.
sobe
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Folha de São Paulo
São Paulo, sábado, 17 de dezembro de 2011
Tribunal julgará pedido dos trabalhadores
A greve dos trabalhadores de companhias aéreas, programada para o dia 22, perdeu força. Sindicatos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) entraram com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho. A audiência de conciliação foi marcada para segunda-feira, em Brasília.
sobe
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Folha de São Paulo
17/12/2011 - 14h14
TAP inicia voos entre Lisboa e Turim
DE SÃO PAULO
A TAP iniciará voos entre Lisboa e Turim em 3 de junho de 2012. A cidade, capital da região de Piemonte, é o maior centro cultural e de negócios do Noroeste de Itália --seu aeroporto serve uma região com mais de 4,5 milhões de habitantes.
Com o lançamento da nova rota de Turim, a TAP operará um total de 93 ligações por semana entre Portugal e Itália, e oferecerá voos para cinco cidades italianas.
Atualmente a TAP voa entre Lisboa e Roma (28 voos por semana), Milão (26 voos por semana), Veneza e Bolonha (7 voos por semana). Já entre o Porto e Itália, a companhia realiza um voo diário para Roma e dois voos por dia para Milão. Do Brasil para Lisboa são mais de 70 voos saindo semanalmente de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Segundo nota da assessoria de empresa da companhia, entre janeiro e novembro de 2011, a TAP transportou um total de 764 mil passageiros entre Portugal e Itália, o que representa um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O anúncio da nova ligação a Turim surge após a TAP já ter comunicado que irá também lançar voos para Berlim no próximo ano.
sobe
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O Globo
Justiça manda desmontar aeronaves abandonadas no Galeão
Os três aviões modelo Boeing 727-200 pertencem à Varig Log, em recuperação judicial
Bruno Rosa
17/12/11 - 16h14
Três aviões 727-200 da VarigLog, que estavam se deteriorando na pista do Aeroporto Internacional do
Galeão, estão sendo desmontados Gabriel de Paiva / O Globo
RIO - A Corregedoria Nacional de Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou o desmonte no Aeroporto Internacional Galeão de três aviões que pertencem à Varig Log, atualmente em recuperação judicial. A ação faz parte do programa Espaço Livre Aeroportos. Os modelos eram Boeing 727-200.
Veja também
Imagens do desmonte de aviões da VarigLog
O trabalho no Rio de Janeiro deve ser concluído em três dias, com a entrega da sucata à própria Varig Log e a liberação do espaço no aeroporto, ocupado há oito anos pelos aviões velhos. No Galeão, ainda há outros dez aeronaves abandonadas, metade pertencente à Varig. No aeroporto Santos Dumont, há três aeronaves de pequeno porte abandonadas, que pertenciam a empresas regionais de aviação.
Até fevereiro de 2012, diz o juiz auxiliar da Corregedoria do CNJ e coordenador do programa, Marlos Melek, 10% do aeroporto de Congonhas serão devolvidos à Infraero. Para isso, serão desmontados no aeroporto paulista três aeronaves da Vasp. Além disso, um avião da mesma companhia será leiloado, com valor inicial de R$ 100 mil.
A próxima etapa deve ser o desmonte dos aviões pertencentes à massa falida da Varig. São sete Boeing 737-300 e 737-200 que estão parados nos aeroportos do Galeão e de Manaus (AM).
- Queremos que até março boa parte dos aeroportos de Campinas, Guarulhos, Manaus, Salvador e Porto Alegre já estejam limpos. Estamos em um trabalho para que os juízes das varas espalhadas pelo Brasil participem do programa. Só é possível desmontar um avião com autorização judicial - disse Melek. Até setembro de 2012, a meta é desmontar todas as 57 aeronaves, de empresas como Transbrasil, Varig e Vasp, que se encontram abandonadas nos diversos aeroportos do país.
Outro pilar do Programa Espaço Livre Aeroporto diz respeito aos aviões de pequeno porte. São 118 ao total. Nesse caso, as aeronaves, usadas no tráfico de drogas e, que, por isso, foram apreendidas, são cedidas ao poder judiciário dos estados. Até agora, duas passaram para o poder público. Segundo Melek, a meta é que todos os aviões sejam cedidos ao poder judiciário até setembro de 2013.
No Rio, a operação é custeada pela TAP M&E Brasil, pois as aeronaves abandonadas acabavam tirando espaço da empresa.
sobe
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Jornal do Brasil
18/12 às 15h44
Novo terminal de Guarulhos não será entregue antes do Natal
Portal Terra
A entrega do terminal remoto de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, que pretende ampliar a capacidade de atendimento no local, será entregue somente em janeiro, mas dentro do prazo inicial, informou a Infraero neste domingo. A entrega do terminal havia sido antecipada para o dia 20 de dezembro para aliviar a movimentação de fim de ano, mas a queda de uma estrutura metálica no começo de dezembro atrasou as obras.
Segundo a Infraero, mesmo com o desabamento da estrutura, a obra será entregue dentro do prazo oficial, até 21 de janeiro. O órgão disse que para dar maior agilidade e atender a demanda do grande número de passageiros do aeroporto no final do ano, todas as folgas dos funcionários foram suspensas.
A queda da estrutura aconteceu em 2 de dezembro e deixou dois operários feridos. A obra do terminal remoto está orçada em R$ 85,7 milhões e a empresa Delta foi contratada sem licitação. Por isso, a obra chegou a ser suspensa pela Justiça Federal em setembro. A construção do terminal está incluída na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal, que prevê a ampliação dos aeroportos brasileiros para os grandes eventos esportivos dos próximos anos, principalmente a Copa do Mundo de 2014.
Quando pronto, o terminal remoto permitirá a ampliação da capacidade de atendimento do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior e mais movimentado do País, dos atuais 20,5 milhões de passageiros por ano para 26 milhões. O terminal está sendo construído na área de um hangar de cargas desativado da extinta Vasp, com 12,2 mil m².
sobe
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ZERO HORA
18/12/2011 | 20h42
Avianca cancela cinco voos em SC e polícia é chamada para conter passageiros em Chapecó
Atrasos e cancelamentos geraram revolta
Darci Debona
darci.debona@diario.com.br
Cinco voos da Avianca em Santa Catarina foram cancelados entre sábado e domingo, gerando transtorno para centenas de passageiros. No sábado houve atrasado do voo de Florianópolis, que era para chegar às 13h45min em Chapecó, no Oeste, e chegou às 19h30min. Consequentemente a saída de Chapecó para Florianópolis também atrasou, quase seis horas.
O voo de sábado à noite da Capital para o Oeste também foi suspenso. Com isso, não teve o voo das 6h de domingo de Chapecó para Florianópolis. Também foram cancelados os dois voos de domingo entre a Capital e o Oeste, além do voo das 15h40min de Florianópolis para São Paulo.
Os atrasos e cancelamentos geraram revolta nos passageiros. Em Chapecó a Polícia Militar foi chamada para conter os ânimos no aeroporto Serafim Enoss Bertaso.
Por fim, a maioria dos passageiros foi colocada em ônibus, que saiu às 16h de Chapecó e deveria chegar após às 2h em Florianópolis:
— Perdi uma formatura — reclamou o passageiro Élcio Sechetti.
Alguns optaram por não viajar de ônibus. O pesquisador em biotecnologia Joel Meira decidiu comprar bilhete de outra companhia aérea, na segunda-feira pela manhã. Como venceu sua diária de hotel, ligou para um amigo para ter onde dormir.
— Vamos encaminhar reclamações à Anac e ao Procon — desabafou.
Meira tinha uma reunião de trabalho com pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes, no domingo pela manhã, em São Paulo.
— Tive que cancelar tudo — lamentou. Ele recebeu a informação que havia ocorrido um acidente na porta do avião causado pela escada de acesso.
O gaúcho Tarso Kist saiu às 9h30min de sua cidade, Pinheirinho do Vale, a 200 quilômetros de Chapecó, para conseguir um vôo às 13h45min para Cuiabá-MT. Ele iria visitar o pai que está doente, em Lucas do Rio Verde. Com o cancelamento, teve que ligar para o amigo que o levou ao aeroporto para retornar e buscá-lo.
— Não sei o que fazer, vou para casa decidir — disse. Uma das opções é ir a Porto Alegre.
Em Chapecó os funcionários da Avianca disseram que não poderiam fornecer informações. O mesmo ocorreu em Florianópolis. A reportagem do Diário Catarinense entrou em contato com o assessor de imprensa da Avianca e recebeu a informação de que os cancelamentos seriam apurados.
sobe
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Paraná-online
18/12/2011 às 13:50:51
Greve de pilotos faz Iberia cancelar um terço dos voos
AE AGÊNCIA ESTADO
A companhia aérea espanhola Iberia cancelou um terço de seus voos por causa de uma greve de pilotos, que temem a perda de postos de trabalho à medida que os aviões da companhia foram desviados para uso da linha aérea de descontos lançadas pela Iberia. A companhia espanhola informou ter cancelado 91 voos hoje, a maioria dentro do país. Outra paralisação de 24 horas está programada para acontecer no dia 29 deste mês.
A Iberia pretende desviar aeronaves das suas rotas domésticas e de média distância na Europa, as quais dão prejuízo, para a sua companhia de descontos, a Iberia Express, que pretende colocar em operação no próximo ano utilizando pilotos e comissários de bordos recém-contratados e que ganham menores salários. A companhia informa que seus planos são para a sua subsidiária ter 40 aeronaves em operação em 2015.
O sindicato dos pilotos, Sepla, teme perdas de empregos com a criação da subsidiária da Iberia para atuar no nicho das companhias aéreas de descontos. As informações são da Associated Press.
sobe
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Yahoo! Notícias
19/12/2011
Australiana Qantas e mecânicos chegam a acordo após longa disputa
EFE
Sydney (Austrália), 19 dez (EFE).- A companhia aérea australiana Qantas acertou um aumento salarial com o sindicato de mecânicos, um dos três envolvidos em uma disputa laboral que recentemente deixou no chão todos seus aviões e milhares de passageiros, informou nesta segunda-feira (horário local) a companhia.
Qantas e o sindicato de mecânicos, que representa cerca de 1.600 pessoas, apresentarão o acordo ao órgão de arbitragem laboral da Austrália (FWA, na sigla em inglês) para pôr fim a sua disputa, segundo a emissora local "ABC".
O acordo inclui um aumento salarial de 3% nos próximos três anos em troca de um novo sistema que incentiva os mecânicos a assumir responsabilidades adicionais, segundo o portal de notícias do "Sydney Morning Herald".
A empresa esclareceu em comunicado que o acordo não inclui nenhuma das demandas que a Qantas tinha prevenido "para realizar as mudanças necessárias para competir globalmente na indústria da aviação".
O representante sindical dos mecânicos, Steve Purvinas, admitiu que o órgão não conseguiu que se construa um novo hangar para a manutenção dos aviões A380 de Qantas, embora tenha destacado que conseguiu assegurar os postos de trabalho de seus filiados.
Este acordo é o primeiro conseguido pela Qantas depois do conflito laboral com três sindicatos (mecânicos, pilotos internacionais e pessoal do serviço de bagagem e de terra) que obrigou a companhia aérea a deixar no chão toda sua frota de aviões no final de outubro passado e 70 mil passageiros, gerando perdas de cerca de US$ 193 milhões.
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