Chanceler brasileiro vai dar entrevista sobre o assunto em Nova York.
Governo interino havia prometido prender Zelaya se ele voltasse.
Do G1, com agências internacionais
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, está na Embaixada do Brasil em Hondudas, em Tegucigalpa, capital do país, segundo a agência de notícias France Presse. A informação teria sido confirmada pela diplomacia brasileira no local, de acordo com a agência.
A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, não confirmou a informação, mas informou que o chanceler brasileiro, Celso Amorim, vai falar por volta das 16h20 sobre o assunto em Nova York. Amorim está nos EUA para participar da 64º Assembleia Geral das Nações Unidas.
A informação da presença de Zelaya na Embaixada do Brasil havia sido divulgada pela mulher de Zelaya, Xiomara Castro. O paradeiro de Zelaya foi centro de uma "guerra de versões" nesta segunda. Ainda não foi registrada nenhuma imagem sua no país.

Manifestantes pró-Manuel Zelaya celebram nesta segunda-feira (21) em Tegucigalpa, capital de Honduras, a suposta volta do presidente deposto ao país. (Foto: AFP)
O Departamento de Estado dos EUA confirmou a presença de Zelaya em Honduras, mas informou não saber seu paradeiro exato. O porta-voz Ian Kelly disse que o governo dos EUA estava tentando "descobrir mais detalhes".
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que é aliado político de Zelaya, disse ter falado com o presidente deposto pelo telefone e confirmado que ele estava de volta ao seu país.
"Estou em Tegucigalpa. Estou aqui para restaurar a democracia, para pedir diálogo", disse Zelaya a uma TV hondurenha.
O canal Telesur informou que ele estaria em um escritório das Nações Unidas. De acordo com a TV local, várias pessoas estariam se concentrando em frente ao prédio.
Mas a ONU negou. "Não sabemos de onde veio esta informação, mas posso dizer com toda certeza que não é verdade", disse à rádio "HRN" a porta-voz Ana Elsy Mendoza.
A vice-chanceler do governo deposto, Beatriz del Valle, disse ter recebido a confirmação de que Zelaya está no país via mensagem de texto de celular. A embaixada hondurenha na Nicarágua também confirmou a versão.
O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, também aliado do presidente deposto, confirmou a volta de Zelaya e previu que seu retorno "será o fim da crise política".
Governo interino também nega
Mas o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, negou que Zelaya esteja no país. Segundo Micheletti, o presidente deposto estaria na Nicarágua, e a versão da sua volta faria parte do "terrorismo da mídia" contra o governo de facto.
O governo de facto que domina Honduras desde o golpe militar de 28 de junho havia prometido prender Zelaya por "traição à pátria" caso ele voltasse. Os interinos negam-se a aceitar a volta do deposto, apesar da pressão internacional, liderada pelos Estados Unidos e pela OEA (Organização dos Estados Americanos), para que ele seja restaurado.
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