Setor eletricitário
Escrito por Sinergia CUT
09/09/2009
Acordos garantem reajuste acima da inflação
O Sinergia CUT chega ao final de mais uma Campanha Salarial (CS) nas empresas com data-base no 1° semestre. A exceção é a CTEEP. Até agora foram assinados 17 acordos das 33 empresas que negociam com o Sindicato. A Coordenação da Campanha Salarial 2009 avalia que as conquistas foram várias, mas em especial, que ficou comprovado que os trabalhadores resistiram à insistência das empresas em usar a crise como desculpa para endurecer as negociações.
Em 2009, 61% dos acordos assinados foram acima do INPC e os reajustes em praticamente todas as empresas ficaram acima da inflação. O Sindicato reforçou nesta campanha a necessidade de cada vez mais discutir as cláusulas sociais, conseguindo introduzir em vários acordos ou em documentos paralelos as questões sobre gênero e licença maternidade.
Outro destaque foi a ampliação da representação do Sinergia CUT em sete Acordos Coletivos, sendo um deles a Convenção com o Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) que passou a valer para mais de 15 mil trabalhadores no estado de São Paulo. Empresas menores, cooperativas e terceirizadas foram incluídas no processo de negociação da Campanha Salarial, resultado do esforço em garantir tratamento igual para todos os trabalhadores.
Na CS 2009, o Sindicato defendeu a política de emprego, combatendo a prática indiscriminada das empresas em utilizar a política de rotatividade na totalidade permitida no ACT.
Exemplo disso foi o desdobramento da negociação da CTEEP, onde os trabalhadores fizeram mobilizações durante as negociações e recusaram a vigência do ACT por dois anos, o que permitiria à empresa demitir mais 50 trabalhadores. A intrasigência da empresa de transmissão acabou levando a negociação à dissídio.
A CS 2009 contou com outras mobilizações: os trabalhadores de Furnas paralisaram as atividades por três dias, conquistando aumento real e avanços significativos nas cláusulas sociais. Também na Comgás, a pressão da categoria reverteu a proposta inicial da empresa e manteve as cláusulas sociais conquistadas até 2011. Os trabalhadores do grupo Rede Energia mostraram disposição, mantendo-se mobilizados durante toda a negociação, mesmo sob coação da empresa.
Na avaliação da direção do Sinergia CUT, outro ponto de destaque é o Acordo Coletivo da Elektro que, além de garantir os reajustes de 6,4% sobre salários e 7% sobre os benefícios, tem vigência de quatro anos.
Por tantos motivos, junto com os trabalhadores em toda a base, o Sinergia CUT pode comemorar: "Com a gente não tem crise!".
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