A privatização das telecomunicações do Brasil, concretizada a partir de 1997, trouxe profundas mudanças para o emprego e para a organização do trabalho do setor. A desestatização foi acompanhada do ajuste quantitativo no número de trabalhadores empregados, resultou em mudança significativa no perfil do trabalhador e alterou também as relações de trabalho e negociações coletivas.
No que diz respeito ao mercado de trabalho, constatou-se que o emprego formal em telecomunicações registrou uma queda entre 1994 e 1998, período ainda marcado, em sua maior parte, pelo monopólio estatal na prestação dos serviços telefônicos. Após uma recuperação nos anos de 1999 e 2000, o setor voltou a registrar uma queda no total de postos a partir de 2001, tendência que permaneceu até 2003. Foi somente a partir de 2004 que os empregos no setor voltaram a crescer de forma acelerada.
A ocupação no setor revela uma ampliação da participação feminina e dos jovens e o crescimento da escolaridade dos empregados. Já o rendimento médio real teve uma forte queda entre o momento da privatização e 2002, revertida, parcialmente, só nos últimos anos. Os salários pagos pelas empresas do setor encontram-se ainda em baixo patamar, embora tenha havido uma melhora recente.
Fonte: DIEESE
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