
"Com profunda dor, a direção do Partido (Comunista de Cuba) e do (Conselho de) Estado comunica ao povo" o falecimento de Almeida, também comandante da revolução e membro do birô político da ilha, escreve o diário "Gramma".
O governo cubano decretou luto oficial no domingo.
As autoridades cubanas convidaram a população a prestar uma última homenagem a Almeida em atos programados para acontecer na capital e em outros pontos da ilha.
O corpo do vice-presidente cubano, que não será exposto, segundo sua última vontade, vai ser enterrado com honras militares em data ainda não especificada.
Até esta sexta-feira, Almeida era um dos únicos três dirigentes ainda vivos a ostentarem o título de Comandante da Revolução, junto com Ramiro Valdés e Guillermo García. Era também vice-presidente do Conselho de Estado, membro do poderoso Birô Político e do Comitê Central do PCC, além de deputado.
Nascido em 17 de fevereiro de 1927, Juan Almeida acompanhou os irmãos Fidel e Raúl Castro durante mais de meio século de revolução, marcando presença da população negra e de caráter popular no mais reduzido círculo de poder da ilha.
Pouco depois do golpe de estado que em 10 de março de 1952 instalou a ditadura de Fulgencio Batista, Almeida, então um pedreiro de 25 anos, conheceu o advogado Fidel em uma reunião organizada para preparar a luta.
Atirador hábil, estava junto a Fidel Castro no frustrado assalto ao Quartel Moncada em 1953, depois na prisão, no exílio no México e na expedição do iate Granma (1956) para lutar na Sierra Maestra.
Principal assessor de Fidel na guerrilha, foi o terceiro - depois do argentino Ernesto Che Guevara e de Raúl Castro - a quem o líder revolucionário entregou os graus de comandante rebelde.
"Sempre vi Fidel como um líder indiscutível, que nos guiou e preparou para que a revolução não se detivesse. Raúl foi como um irmão mais novo, somos companheiros de luta, irmãos de sentimento, amigos de coração", declarou em uma entrevista ao jornal Granma no ano passado.
Almeida teve nove filhos de três casamentos. Sua primogênita, Beatriz, vive nos Estados Unidos desde 2005, e um dos rapazes, Juan Juan Almeida García, foi detido em maio passado quando tentava imigrar ilegalmente para Miami para se reunir com sua esposa. Acusado de espionagem, publicou um livro contando sua experiência.
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