Preço da cesta básica cai em nove capitais em agosto, diz Dieese
04/09 - 10:31 , atualizada às 10:50 04/09 - Redação
ImprimirEnviarCorrigirFale ConoscoO preço da cesta básica recuou em nove capitais brasileiras no mês de agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores baixas foram em Natal (-3,22%), Aracajú (-3,12%) e Fortaleza (-3,05%).
Dos nove recuos, seis foram concentrados no Nordeste. Em João Pessoa, o preço da cesta básica caiu 3,02% no mês. Ainda registraram queda as cidades de Salvador (-2,34%), Recife (-2,09%), São Paulo (-0,65%), Belo Horizonte (-0,48%) e Brasília (-0,23%).
“Em Vitória, o valor para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais manteve-se praticamente inalterado e sete localidades apresentaram alta, com destaque para Curitiba (2,30%) e Manaus (1,15%)”, informou o Dieese.
A cesta básica também subiu nas cidades de Belém (0,49%), Porto Alegre (0,51%), Goiânia (0,58%), Florianópolis (0,59%) e Rio de Janeiro (0,88%).
A cidade de Porto Alegre teve a cesta básica mais cara do País, com R$ 238,67. Em São Paulo, o preço foi de R$ 225,69 enquanto, em Vitória, ficou em R$ 223,09. As cidades com o menor custo foram Aracaju, Fortaleza e João Pessoa, com R$ 168,06, R$ 176,57 e R$ 178,12, respectivamente.
No ano
Nos oito primeiros meses do ano, a cesta básica ficou mais cara em apenas duas capitais, segundo o Dieese: Belém (1,83%) e Recife (1,47%). “Nas outras 15 localidades o custo da cesta registrou variação acumulada negativa, com destaque para Aracaju (-13,05%), João Pessoa (-11,18%), Rio de Janeiro (-10,86%) e Fortaleza (-10,52%)”, completou o levantamento.
Em doze meses, houve queda nos preços em 12 das 17 capitais pesquisadas, com destaque para Aracaju (-9,58%), Curitiba (-8,03%), Belo Horizonte (-7,68%) e São Paulo (-6,41%). Vitória (7,26%) e Recife (5,80%) tiveram as maiores altas no período.
Salário “mínimo”
O levantamento do Dieese apontou, ainda, que o salário mínimo do trabalhador deveria ser de R$ 2.005,07 no mês de agosto, para ele ter atendidas as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, previstas na Legislação.
O valor representa 4,31 vezes mais que o atual mínimo em vigor, de R$ 465. Em julho, o salário “ideal” estava estimado em R$ 1.994,82 (4,29 vezes o menor salário pago).
Fonte: IG
Nenhum comentário:
Postar um comentário